Avaliações no Ensino Remoto

Se sobre as avaliações em sala de aula já surgiam debates intensos entre os professores, imagina então em relação às avaliações no ensino remoto, em que o professor não está em contato direto com os alunos. Qual plataforma usar? Qual o tipo de avaliação? Será que uma prova convencional digitalizada serve? Como eu garanto que meus alunos realmente estão aprendendo o conteúdo? Essas e outras questões foram tema do nosso podcast Cai na Prova da semana passada.

Os problemas da sala de aula são os mesmos da aula remota?

Se perguntarmos aos professores, talvez não recebamos uma resposta uniforme. Muitos alunos se sentem mais confortável em casa, fazendo-os serem mais ativos durante a aula; outros se tornam ainda mais passivos e relaxados pelo mesmo motivo. Assim, parte dos problemas continuam os mesmos, enquanto outros se resolvem, e ainda alguns novos surgem.

E será que esses novos problemas são simples de serem resolvidos? A exemplo do assunto que estamos tratando aqui, como vamos criar um sistema de avaliação que seja realmente eficaz? Bom, a resposta não pode ser simplesmente um ''cria uma prova digitalizada'', visto que os alunos podem simplesmente buscar as respostas no Google ou até mesmo pedir ajuda ao universitário mais próximo. Em contrapartida, pedir trabalhos de pesquisa ou discursivos não raramente traz um desconforto aos professores, pois geralmente recebem uma cópia de um texto do Brasil Escola, Wikipedia, etc. Não que os textos sejam ruins, o problema é que uma atividade que deveria ser criativa, na prática, se torna mecânica.

O que dizer, então, dos alunos? Como fazer com que eles se comprometam a fazer as atividades, a prestar atenção na aula (não deve ser rara a cena de um aluno olhando o celular enquanto a aula está rolando no computador)? Seria suficiente transferir as metodologias da sala de aula para o espaço domiciliar? Talvez essas questões só possam ser respondidas por cada professor, dentro do contexto de sua turma, e daí surjam tantas respostas diversas, controversas e até mesmo concorrentes. O Brasil é um país muito grande e rico em diversidade: algo pode ser resolvido de uma forma em um local, e de uma maneira quase oposta em outro.

Batendo na tecla pela milésima vez

Talvez esses problemas não ocupassem tanto a cabeça de nossos professores, se o aprendizado do conteúdo fosse entendido antes como resultado os esforços individuais e autônomo dos alunos, do que pelas metodologias do professor. O ensino remoto não pode ser entendido como a transferência da sala de aula para o espaço domiciliar, em que o aluno e o professor continuam tendo as mesmas funções e responsabilidades: nele, o aluno deve assumir suas determinações e se tornar o agente principal de sua formação, essa a que o professor serve como uma bússola, invés de um guia.


Acesse agora o nosso Podcast Cai na Prova e escute debates sobre esse e outros temas da educação.


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