Pegadinhas lógicas

Um breve estudo sobre lógica

Uma parte do estudo dessa arte é dedicada às chamadas proposições, que podem ser simples ou categoremáticas, hipotéticas e disjuntivas. Vamos falar um pouco sobre as duas primeiras.

- Proposições simples são aquelas que afirmam um fato ou um valor. Por exemplo: quem tem resiliência não se abala facilmente.

- Proposições hipotéticas afirmam uma consequência que depende de uma condição que pode ou não ser atendida. O exemplo anterior como uma proposição hipotética seria: se você tem resiliência, não se abalará facilmente. Uma proposição simples pode ser transformada em hipotética e vice-versa. A diferença entre as duas é que a primeira é uma afirmação universal (ou uma afirmação em sentido total), enquanto a segunda uma afirmação potencial. Ambas possuem duas partes, a antecedente (ou condição) e a consequente (ou consequência). Um raciocínio cuja premissa menor é uma proposição hipotética ou simples só é válido se a antecedente for afirmada ou se a consequente for negada na premissa maior. Do contrário, o raciocínio é considerado uma falácia. Vejamos alguns exemplos:

-Quem chora está infeliz (premissa menor)

-Esta menina está chorando (premissa maior)

-Portanto, esta menina está infeliz (conclusão)

Este é um raciocínio válido, já que o fato de ela estar chorando implica diretamente que ela está infeliz, como foi estabelecido na premissa menor. Lembre-se: aqui está sendo discutida a validade ou invalidade lógica do raciocínio, sua veracidade ou falsidade são tratados de outra maneira. Agora veja o que acontece se ao invés de afirmar, nós neguemos a condição.

-Se alguém chora, é porque está infeliz

-Esta menina não está chorando

-Logo, ela não está infeliz

Isto é o que chamamos de falácia, pois o fato de a menina não estar chorando não implica que ela está infeliz. Ela pode estar infeliz, mas não ao ponto de chorar. Uma falácia é um raciocínio feito de maneira a enganar a nossa mente, tome cuidado para não cair nelas. Se por um lado a realização da condição implica necessariamente na consequência, quando a consequência não ocorre, certamente a condição não foi atendida.

-Quem beber veneno, morrerá

-Esse homem não morreu

-Então ele não tomou veneno

O silogismo acima é válido, pelo que já foi explicado anteriormente. Porém, temos que lembrar que, apesar da condição levar necessariamente à consequente, a segunda pode não se referir totalmente à primeira. Um determinado efeito pode ocorrer por causas distintas. Uma falácia de afirmação da consequente se daria da seguinte forma:


-Se alguém beber veneno, morrerá

-Esse homem morreu

-Então ele certamente tomou veneno

É claro que o fato de ele ter morrido não quer dizer que ele tomou o veneno. Ele pode ter tomado o veneno, mas também pode ter tido um acidente de carro, ou ter sido esmagado por uma cabine de avião, quem sabe? Enfim, a afirmação da consequência não nos leva necessariamente à condição.


Se falácias pode identificar, tua mente ninguém irá enganar

É importante refletir sobre esse assunto pois atualmente vivemos cercados dessas pegadinhas lógicas como, por exemplo, acreditar que quem tira notas boas é porque aprendeu o assunto. Ora, certamente quem aprender o conteúdo vai tirar boas notas, mas concluir que alguém aprendeu ou é inteligente por ter tirado notas boas é uma afirmação da consequente, basta verificar o raciocínio: um indivíduo pode tirar notas boas colando, chutando as respostas, decorando o assunto meia hora antes da prova, etc. Em jornais, novelas, filmes e até mesmo em livros e estudos científicos se é capaz de presenciar estas falácias, e algumas vezes é preciso prestar bastante atenção para identificá-las. Existem muitas outras falácias, como a petição de princípio ou a falácia genética, que podem aparecer em várias outras situações, mas quem sabe depois desse texto você não seja mais enganado por aquele espertinho que chega pra todo mundo falando ‘’Pessoal, essa teoria aqui é muito boa porque muita gente fala bem dela’’. Deixe nos comentários onde o raciocínio é falacioso e até a próxima!

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